histórias do cotidiano


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Escrito por Isa às 19h49
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Para o marido, não passava de uma nova maquiagem, um novo gasto inútil de dinheiro.

Para ela, era um recomeço. Bastava mudar as cores de algumas linhas do rosto para voltar a se achar bonita, chamar a atenção, conseguir um novo emprego, ficar bem consigo mesma, melhorar o salário, juntar um pouco de dinheiro, fazer uma nova viagem de lua-de-mel, reaquecer o casamento, matricular o filho numa escola de esporte, deixar a casa mais bonita e todos felizes.

Mas para tudo isso aquela blusinha nova também ajudaria bastante.



Escrito por Isa às 07h46
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FIM DOS DESABAFOS E VOLTA DOS MINI CONTOS

Escrito por Isa às 07h41
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Nada como estar em casa. Como os caramujos, carregamos tudo nas costas. Melhor que tudo faça parte da nossa casa. Assim faz mais sentido.

Escrito por Isa às 15h41
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As palavras também funcionam como mágicas. Transformam em realidade um sentimento estranho que nos acompanha. A palavra dá nome, cheiro, forma, cor e, principalmente, solução para o que nos aflige. Palavra-flecha, palavra-espelho, palavra-colo. Palavras.

Escrito por Isa às 08h17
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Eram ela, o espelho e o medo de olhar.

Escrito por Isa às 11h58
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MERDA DE INFERNO ASTRAL!!!

Escrito por Isa às 12h04
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Escrito por Isa às 09h15
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"O mundo é grande e cabe nessa janela sobre o mar"

Cabe também num passeio de balão, na imensidão, na sensação de que o mundo é muito maior do que já pude imaginar. O horizonte tão longe e a realidade tão perto. É como se pudesse tocar o fim do mundo lá no infinito, onde sei que jamais chegarei. A imensidão. A liberdade. A leveza de ser pó. A alegria de ver o mundo. 



Escrito por Isa às 09h14
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Esperar é o verbo mais difícil de se conjugar. Esperar é parado demais. Esperar me faz lembrar que a vida é muito maior que o meu desejo, minha vontade, meus sonhos. Esperar é entender a lógica da vida, é respeitar o ritmo da vida. Saber esperar é sabedoria. 

Escrito por Isa às 08h57
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Puxaram a peça que sustentava todo o sonho. Eram ela, um monte de peças e um sonho desmontado. Provavelmente não voltariam a ter um sentido juntos. Um começo de fim. Um começo de outro começo.

Escrito por Isa às 13h24
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Mudanças não pedem licença para chegar. Quando vemos, estão diante de nós. Imensas. Mudam o cenário, a vida, os sonhos, os desejos, os medos. Mexem no íntimo, no passado e no futuro. Trazem as boas novas e levam o que tempo decidiu chamar de antigo. Trazem saudade. Trazem a perspectiva de um outro caminho, de um tempo bom. Trazem medo. Mudanças levam e trazem a vida.  

Escrito por Isa às 13h31
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Dia preguiçoso tem cheiro próprio. A roupa de cama revirada, a camisola há muito no corpo, o marido ao lado o dia inteiro. Domingo tem cheiro de domingo. E tem ainda um ritmo lento, um delicioso gosto de dono do tempo e uma certa tensão por saber-se véspera da tão oposta segunda.   

Escrito por Isa às 18h42
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O amor. Às vezes seria mais fácil simplesmente ignorar. Amar é tão complexo. Exige tanto. Amarei? Pode o amor ser incompreensível e egoísta? Pode o amor realmente entender? Pode o amor ignorar a si próprio? Preciso mesmo ser entendida, compreendida, aceita? Amar, verbo intransitivo.  

Escrito por Isa às 21h25
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A tragédia de cada um esbarra em todo mundo. Cada um coloca uma peça no quebra-cabeça da vida e em cada vida se faz um sentido. Hoje eu contribuí com o meu trabalho e todo o egoísmo de quem quer contar a história. Outros dois contribuíram com a dor de perder um irmão. Três cotribuíram com a própria vida. Amanhã continuo com o meu trabalho. Os dois têm uma grande dor para curar. E os três... não estão mais aqui. 

Escrito por Isa às 22h51
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BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, Mulher, de 26 a 35 anos
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